Psicologia na Dança

A importância da psicologia na dança conforme sua história, ciência e benefícios aplicados ao bem estar e convívio social.

O que é psicologia na dança e qual sua importância?

A dança surgiu muito antes da psicologia, inserindo-se na sociedade uma forma de expressão diferenciada. Assim, ela era utilizada em rituais e movimentos culturais, sendo que hoje ela se tornou uma grande profissão que emprega diversos trabalhadores ao redor do mundo.

Isso fez com que a concepção social da dança mudasse, trazendo à tona outras questões como a ansiedade, o estresse e a superação de limites pessoais como grandes desafios para o profissional da área.

Com a consolidação da psicologia enquanto uma ciência, diversos profissionais retomaram os aspectos ritualísticos e essenciais que a dança apresentava com o objetivo de trazer outra perspectiva para essa prática profissional. Isso fez com que diversos dançarinos ampliassem o seu olhar em relação a sua atuação, melhorando o seu rendimento e diminuindo o sofrimento psíquico que essa nova profissão trouxe.

Assim, a psicologia da dança surge com duas vertentes principais: o trabalho da psicologia do esporte com dançarinos profissionais e o uso da dança como uma ferramenta terapêutica no trabalho com o sofrimento psíquico.

Tanto uma quanto a outra apresenta benefícios claros para quem busca a dança como uma alternativa psicoterapêutica, assim como para dançarinos que buscam o atendimento psicológico para trabalhar seus medos e inseguranças.

Benefícios da psicologia na dança!

A dança permite um contato profundo com o nosso corpo, potencializando nosso autoconhecimento e fortalecendo a autoestima para ter confiança no que está sendo feito. Não podemos negar que o poder do movimento corporal é intenso e traz muitas mudanças nas nossas vidas.

É por meio do movimento corporal que cada sujeito pode se explorar, integrando as diversas áreas que constroem nossa subjetividade: pensamento, emoção, cognição, expressividade e criatividade. Isso tudo sem deixar de lado o trabalho físico, melhorando a sua consciência muscular e permitindo um bom controle dos movimentos.

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Auxilia no tratamento de doenças

Ao colocar o corpo em movimento, a dança se torna uma grande aliada nos tratamentos de algumas doenças. Por exemplo, pessoas que tem Alzheimer no estágio inicial podem estimular as áreas do cérebro que formam novas memórias a fim de gravar uma coreografia e desenvolver uma boa memória muscular.

Isso faz com que o tratamento da doença seja mais efetivo, já que o cérebro está sendo estimulado de forma orgânica em conjunto com os medicamentos.

Indo um pouco mais além, outro tratamento que é potencializado com a dança é o do Parkinson, justamente por fortalecer a musculatura e estimular o cérebro, que envia corretamente os fluxos nervosos para a realização dos movimentos.

Todos esses tratamentos, em algum grau, referem-se também à saúde mental dos portadores das doenças, já que ter falta de memória ou não conseguir controlar seus movimentos interfere diretamente na qualidade de vida de qualquer pessoa, bem como na sua autoimagem e autoconfiança.

Desenvolve a criatividade

Quando dançamos, permitimos que o nosso corpo se entregue para a música, livrando-se da timidez e aceitando que a espontaneidade apareça. Isso por si só já é um exercício terapêutico, afinal, facilita que as máscaras do dia a dia caiam e oferece ao sujeito uma nova possibilidade de se expressar.

Indo um pouco mais além, quando entregamos nosso corpo e alma para a dança, também permitimos que a criatividade apareça, facilitando a criação de movimentos inusitados e uma expressão diferente daquilo que está guardado dentro de nós.

Nesse sentido, a criatividade é potencializada não só para os profissionais da dança — que a encontram na criação de novos movimentos espontâneos —, mas também para quem utiliza a dança como uma ferramenta terapêutica.

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